Arquivo para Carlos Drummond de Andrade - Descrevendo Nuvens
02 • jan • 2015
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Joicy Kelly

Que comece outro ano!

Olá amores!! Vocês estão preparados pra 2015? Já fizeram suas simpatias e escreveram suas metas? Bom, antes de tudo isso, talvez você precise apenas lembrar que para ter um ano novo de verdade, você precisa ser novo, suas atitudes precisam ser novas, sua mente precisa expandir, e você deve ir atrás dos seus objetivos com a mesma intensidade que você sonha… Escrever metas pra guardar na gaveta não vai tornar seu ano um ano novo, porque vai ser igual todos os outros, mas se levantar pra realizar sim…
 Temos um caderno com 365 páginas em branco, pra escrevermos todos os dias, e cabe a nós decidirmos o que colocaremos lá, se vamos preencher com coisas realmente válidas, ou se vamos deixar páginas em brancos, rascunhos inacabados, folhas rasuradas… Cabe a nós deixar ele enfeitado, colorido, com muitas histórias lindas e intensas ou não… A vida, meu caro, nos da a oportunidade de fazer algo novo a cada dia, não temos o direito de negar isso á nós mesmos, por isso, remende as carreiras do seu destino, e faça do jeito que te convém! Faça do novo, algo realmente novo, faça aprendizado do velho mas mantenha seu foco no que estar por vim, porém sem nunca deixar de lembrar do presente, temos um hoje inteiro pra sermos, não deixe pra ser amanhã, pois o amanhã pode nunca chegar! 
Bom, deixo pra vocês uma poesia do grande Carlos Drummond pra vocês refletirem e começaram um ano novo lindo e cheio de poesia… 

RECEITA DE ANO NOVO
Para você ganhar belíssimo Ano Novo 
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, 
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido 
(mal vivido talvez ou sem sentido) 
para você ganhar um ano 
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, 
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; 
novo 
até no coração das coisas menos percebidas 
(a começar pelo seu interior) 
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, 
mas com ele se come, se passeia, 
se ama, se compreende, se trabalha, 
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, 
não precisa expedir nem receber mensagens 
(planta recebe mensagens? 
passa telegramas?) 

Não precisa 
fazer lista de boas intenções 
para arquivá-las na gaveta. 
Não precisa chorar arrependido 
pelas besteiras consumadas 
nem parvamente acreditar 
que por decreto de esperança 
a partir de janeiro as coisas mudem 
e seja tudo claridade, recompensa, 
justiça entre os homens e as nações, 
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, 
direitos respeitados, começando 
pelo direito augusto de viver. 

Para ganhar um Ano Novo 
que mereça este nome, 
você, meu caro, tem de merecê-lo, 
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, 
mas tente, experimente, consciente. 
É dentro de você que o Ano Novo 
cochila e espera desde sempre.





Beijo na ponta do nariz, um grande e surpreendente 2015 pra todos!!!  -Joy

01 • ago • 2014
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Joicy Kelly

Literatura Brasileira: Carlos Drummond de Andrade

Voltando ao assunto de literatura brasileira, hoje resolvi falar um pouco de um grandessíssimo poeta brasileiro, sim, Carlos Drummond de Andrade! Esse mineiro, nascido em Itabira do Mato Dentro  em 31 de Outubro de 1902, estudou em Belo Horizonte, e com os Jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo- RJ, de onde foi expulso por “insubordinação mental” (HAHAHA). Começou sua carreira de escritor como colaborar no Diário de Minas, jornal de aglomerava adeptos ao movimento modernista mineiro, e mais tarde fundou com outros escritores A Revista, que mesmo tendo sido breve, foi um um importante mecanismo de impulsão para o modernismo mineiro. 
Por insistência familiar par obter um diploma, formou se em farmácia no ano de 1924 em Ouro Preto- MG. Ingressou no serviço público e em 1934 e mudou se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou no gabinete do ministro da educação Gustavo Capanema. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil. Durante todo esse tempo, além de trabalhar ele escreveu e publicou suas 55 obras, compostas por livros de poesias, antologia poéticas, prosas e obras infantis. 
Apesar de ter sido grande ícone na luta pelo modernismo, Carlos Drummond nunca deixou que o estilo predominasse em suas obras, essas eram dominadas por sua vez pela individualidade do autor. Torturado por um passado, e assombrado com um futuro, suas poesias focavam se no tempo e no hoje dilacerado por uns e outros, testemunha vivente de si mesmo apontava para um ponto de vista cético e deprimente. Ironizava os costumes e as sociedades, enquanto de forma satírica despejava seu amargor e desencanto, e empenhava se com muito requinte e de forma construtiva em comunicar a estética desse modo de ser e estar.
Drummond faleceu em 17 de agosto 1987, 12 dias após o câncer derrotar sua filha. “E assim vai se indo a família Drummond de Andrade…” -publicou o poeta ao saber da morte da filha. 
Então pessoal, particularmente eu tenho uma enorme paixão pelos poemas de Carlos Drummond, tanto que meu livro de cabeceira é o “Sentimento do Mundo”, publicado em 1940, o terceiro livro do Autor. E você? Conhece alguma obra do dele? Já leu alguma de suas encantadoras poesias e poemas? Em algum momento, uma delas tocou seu coração? Se a resposta pra algumas das perguntas for não, sugiro que passe a conhecer um pouco mais, pois  realmente é uma leitura dilacerante e magnifica!
Deixo vocês com um poema, que eu realmente aprecio, este foi publicado no livro “De alguma poesia,  no ano de 1930 . O título é “Poema de Sete Faces”
“Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.


O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.


O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.


Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.


Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.


Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.”

Ps: Uma pequena curiosidade, você já ouviu alguém usar a expressão “e agora, José?”, é comum em ocasiões em que algo está dando errado (sempre vejo minha madrasta que é boatrasta usar), essa expressão surgiu a partir de um poema de Carlos Drummond de Andrade, de nome José!! Despeço me com um trechinho dele:

E agora, José?
A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José?

e agora, Você?

Você que é sem nome,

que zomba dos outros,

Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

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