Arquivo para literatura - Descrevendo Nuvens
18 • fev • 2017
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Jess Ribeiro

Redes sociais para quem ama ler

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Nós dias de hoje graças aos Deuses existem várias redes sociais para todos os gostos existe o Facebook pra quem gosta de compartilhar um pouco de tudo com todos os amigos, o Twitter pra quem gosta de mensagens curtas e rápidas e também para quem gosta de um pouco de critica, o Instagram pra quem curte fotografia e ama aqueles feed bonitinho, assim como eu… e por aí vai! E é claro que também não poderiam faltar opções para os amantes da leitura, né? Por isso, hoje eu resolvi separar as mais interessantes para apresentar à vocês  e também as que eu mais uso e recomendo a todos

A primeira é a Skoob:

Essa é uma das mais conhecidas! Além de ter diversas funcionalidades ainda tem um layout super bacana que permite uma fácil navegação e sério gente esse blog é um amorzinho. Nele você pode criar como se fosse varias pastinhas com livros e pode acrescentar novas ou então retirar de forma rápida com as opções de lido, quero ler, lendo, relendo e abandonei.  Enfim, essas são apenas algumas das vantagens de fazer parte dessa rede. Sem falar é claro nos sorteios patrocinados pelas editoras, onde qualquer usuário cadastrado pode participar e concorrer aos lançamentos é ou não a melhor rede social de livros que existe?

A segunda é Orelha de Livro:

Essa é ainda um tanto recente e eu conheci esse a pouco tempo mais já estou amando, então por ser novo alguns livros são difíceis, mais isso não significa que ele seja ruim. Vale a pena ter essa rede social literária.

O mais bacana nela é o Feed de Notícias parece o Facebook, gente! É bem legal. E também você pode ler como se fosse spoiler sobre o livro que quer para ver se você realmente quer ler ele ou não.


Meu amorzinho é o Skoob e sempre vou recomendar ele. Lembrando que essas redes sociais tem aplicativos para celular, tanto IOS quanto para Android. Espero que vocês tenham gostado das dicas e possam também compartilhar suas experiências comigo. E se vocês conhecem outras redes sociais literárias não se esqueçam de comentar o que acharam dessa e se ja participam de alguma.

Um beijo, um queijo e até o próximo post!

 

28 • fev • 2015
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Joicy Kelly

Vamos falar sobre: Leminski!

“Amor, então,
também, acaba?

 

Não, que eu saiba.

 

O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.”
 Paulo Leminski Filho, nasceu em Curitiba em 1944, mestiço de polonês com mãe negra, sempre chamou atenção, desde pequeno por ser um gênio intelectual, e apaixonado por cultura. Aos doze anos ingressa no Mosteiro São Bento, onde aprende teologia, latim, filosofia e literatura clássica, o que o torna mais fascinado pela escrita, Em 1963 abandona a vocação religiosa e parte á Belo Horizonte, para participar da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, onde ele conhece grandes nomes como Agusto de Campos, Décio Pignatari, e Haroldo de Campos, criadores do movimento poesia concreta. Nos anos seguinte torna se professer de história e redação em cursos pré vestibulares e publica seus primeiros poemas na revista “A invenção”. Em 1968 casou se com a também poetiza Alice Ruiz, com quem teve três filhos.
 Leminski dedicou se a vários trabalhos, mas o que mais se destacou foi como letrista e músico. Verdura, por exemplo, escrita em 1981 foi gravada por Caetano Veloso , sua influência no MPB foi tão clara que o próprio poeta podia reconhecer isso. Ele teve poemas e textos publicados em muitas revistas, além de um romance ousado: “Catatau”.
 Leminski herdou um pouco da estética concretista, o humor estava presente na grande maioria das suas obras poéticas, assim com a influência melódica das canções pupulares, recursos visuais, além de fazer versos a partir de  trocadilhos e provérbios, era um apaixonado pela cultura japonesa, portanto suas poesias e sua vida tinha grande influencia oriental, tanto que, ele era faixa preta em judô.
                                                              
Gírias e palavrões eram frequentes em suas escritas, além da falta de pontuação, especialmente  no fim e muitas vezes o começo era em letra minuscula, as palavras eram dispostas geometricamente, o neologismo e o emprego de  muitas palavras-valise  geravam um segundo sentido e significado nas frases.
 Pouco antes de morrer, ele escreveu uma carta para Regis Bonvicino, na qual ele dizia “não quero acabar como Fernando Pessoa, com hepatite etílica aos 44 anos”, ironicamente, Paulo Leminski morreu em 07 de Junho de 1989, vítima de hepatite etílica, aos 44 anos.
 Eu, particularmente, sempre vejo as poesias de Paulo Leminski em melodia, daquelas que lemos cantada, que possuem um ritmo, traduzo como uma forma serena de recolocar as palavras, que nos deixa com a sensação de estarmos viajando tranquilamente num barco, porém, se for mais a fundo, nota se que o rio é inconstante, tortuoso, raso e profundo.
 Dente todas, finalizo com uma de minhas poesias favoritas desse grande nome da literatura brasileira:
Bem no fundo 
No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso,
maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos
saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.
Mega beijo meus amores, até a próxima!
01 • ago • 2014
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Joicy Kelly

Literatura Brasileira: Carlos Drummond de Andrade

Voltando ao assunto de literatura brasileira, hoje resolvi falar um pouco de um grandessíssimo poeta brasileiro, sim, Carlos Drummond de Andrade! Esse mineiro, nascido em Itabira do Mato Dentro  em 31 de Outubro de 1902, estudou em Belo Horizonte, e com os Jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo- RJ, de onde foi expulso por “insubordinação mental” (HAHAHA). Começou sua carreira de escritor como colaborar no Diário de Minas, jornal de aglomerava adeptos ao movimento modernista mineiro, e mais tarde fundou com outros escritores A Revista, que mesmo tendo sido breve, foi um um importante mecanismo de impulsão para o modernismo mineiro. 
Por insistência familiar par obter um diploma, formou se em farmácia no ano de 1924 em Ouro Preto- MG. Ingressou no serviço público e em 1934 e mudou se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou no gabinete do ministro da educação Gustavo Capanema. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil. Durante todo esse tempo, além de trabalhar ele escreveu e publicou suas 55 obras, compostas por livros de poesias, antologia poéticas, prosas e obras infantis. 
Apesar de ter sido grande ícone na luta pelo modernismo, Carlos Drummond nunca deixou que o estilo predominasse em suas obras, essas eram dominadas por sua vez pela individualidade do autor. Torturado por um passado, e assombrado com um futuro, suas poesias focavam se no tempo e no hoje dilacerado por uns e outros, testemunha vivente de si mesmo apontava para um ponto de vista cético e deprimente. Ironizava os costumes e as sociedades, enquanto de forma satírica despejava seu amargor e desencanto, e empenhava se com muito requinte e de forma construtiva em comunicar a estética desse modo de ser e estar.
Drummond faleceu em 17 de agosto 1987, 12 dias após o câncer derrotar sua filha. “E assim vai se indo a família Drummond de Andrade…” -publicou o poeta ao saber da morte da filha. 
Então pessoal, particularmente eu tenho uma enorme paixão pelos poemas de Carlos Drummond, tanto que meu livro de cabeceira é o “Sentimento do Mundo”, publicado em 1940, o terceiro livro do Autor. E você? Conhece alguma obra do dele? Já leu alguma de suas encantadoras poesias e poemas? Em algum momento, uma delas tocou seu coração? Se a resposta pra algumas das perguntas for não, sugiro que passe a conhecer um pouco mais, pois  realmente é uma leitura dilacerante e magnifica!
Deixo vocês com um poema, que eu realmente aprecio, este foi publicado no livro “De alguma poesia,  no ano de 1930 . O título é “Poema de Sete Faces”
“Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.


O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.


O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.


Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.


Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.


Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.”

Ps: Uma pequena curiosidade, você já ouviu alguém usar a expressão “e agora, José?”, é comum em ocasiões em que algo está dando errado (sempre vejo minha madrasta que é boatrasta usar), essa expressão surgiu a partir de um poema de Carlos Drummond de Andrade, de nome José!! Despeço me com um trechinho dele:

E agora, José?
A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José?

e agora, Você?

Você que é sem nome,

que zomba dos outros,

Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

28 • jul • 2014
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Joicy Kelly

Literatura brasileira: Ariano Suassuna

Eu creio que vocês gostem bastante de literatura estrangeira, eu confesso que também gosto muito, sou fã incondicional de Harry Potter, Senhor dos Anéis, Sherlock Holmes, entre outros… Ainda vamos falar muito disso por aqui!!! Mas eu preciso confessar pra vocês minha pequena paixão por literatura brasileira, sim meninas, tem muita coisa boa pra ser lida por aqui!! 
Uma das coisas que mais me ferem os ouvidos, é ouvir “Brasil não tem cultura!”, não, o Brasil tem sim muita cultura, o que não tem é pessoa que valorizem isso! Brasil tem grandes nomes na música, literatura, na arte… Como não se arrepiar quando Carlos Drummond Andrade dizia “Mas se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor.. O melhor vai se instalar em nossa vida. Por que sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanha da minha altura!” ?
É fato que nossa cultura não é igual a de outros países, e nossa literatura se baseia, em grande maioria, na nossa terra, no nosso cerrado, no nosso povo sofrido. Mas oras, se fosse igual aos outros não seria cultura! Seria apenas um plagio do que já existe, seria vazio, excluiria o povo do norte e nordeste, e as danças típicas do sul, e até o queijinho com café de Minas, a maresia dos Cariocas entre outras marcas do nosso povo, nós que somos uma mistura, que somos de tudo um pouco, um bando de vira latas, merecemos também uma literatura com a nossa cara!  
-Mas Joicy, porque você esta falando disso? 
 Bom, estou falando por que recentemente perdemos grandes nomes da nossa literatura, o no dia 23/07, o tempo levou Ariano Suassuna, esse grande escritor Paraibano, que retratou com muito humor e graça seu povo, e nos deixou uma frase que ouvimos bastante até hoje  -“não sei, só sei que foi assim!”. O autor de “O Auto da Compadecida” nasceu em João Pessoa-PB, em 1927. Teve o pai morto por motivos políticos na revolução de 30, e mudou se pra Taperoá, onde assistiu pela primeira vez uma peça de mamulengos e um desafio de violas. A partir de 1942, passou a morar em Recife onde esteve até o fim de seus dias. 
 Estudou direito, e foi na faculdade que conheceu Hemilo Borba Filho, e junto dele, fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947 escreveu sua primeira peça “Uma mulher vestida de sol”, em em 1950 formou em direito e ganhou seu primeiro premio pela obra “Auto de João da cruz”. Passou a se dedicar a carreira na advocacia, porém nunca abandou as atividades teatrais. Foi nessa mesma época que escreveu sua obra mais famosa, “O Auto da Compadecida”, e também  “O Rico Avarento”. 
 Em 1956, abandonou a advocacia para se tornar professor de Estética na Universidade Federal de Pernambuco. 
 Ariano Suassuna, criou vários movimentos culturais, visando interagir jovens e adultos a formas de expressões populares, também se dedicou a romances e concertos! 
 Em 3 de agosto de 1989, passou a ser o sexto ocupante da cadeira de número 32 da academia brasileira de letras, que agora está vazia, mas ele ainda ocupa um lugar no coração de muitos brasileiros que se aconchegam com suas obras! 

Fechando com aquele diálogo que todos amam: 

CHICÓ: – É verdade; o cachorro morreu. Cumpriu sua sentença encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre.
JOÃO GRILO: – (suspirando) Tudo o que é vivo morre. Está aí uma coisa que eu não sabia! Bonito. Chicó, onde foi que você ouviu isso? De sua cabeça é que não saiu, que eu sei.
CHICÓ: – Saiu mesmo não, João. Isso eu ouvi um padre dizer uma vez.
MULHER: – (entrando) Ai, ai, ai, ai, ai! Ai, ai, ai, ai, ai!
JOÃO GRILO: – (mesmo tom) Ai, ai, ai, ai, ai! Ai, ai, ai, ai, ai! (Dá uma cotovelada em Chicó)
CHICÓ: (obediente) Ai, ai, ai, ai, ai,! Ai, ai, ai, ai, ai! 

                      

O blog Um Sábado Qualquer fez uma homenagem muito legal e divertida pra esse ícone da literatura brasileira, compartilho com vocês:

É isso meninas, espero que tenham gostado de saber um pouco mais sobre nossa literatura!!! 

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