Arquivo para poesia - Descrevendo Nuvens
05 • mar • 2015
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Postado por:

Joicy Kelly

Carta de Despedida

E se eu for?

Se eu fosse pra sempre, te deixasse. 
Como sempre disse que iria fazer…
Mas e se eu fosse mesmo?
fosse procurar o que me faz bem,
fosse ser feliz…
Sabe, pessoas precisam ser felizes sempre, 
de vez em quando é tédio, martírio, 
não convém!
E se eu fosse?
se de repente você acordasse sem meu bom dia?
Se de repente você acordasse, e só?
Eu estaria longe,
e você estaria livre. 
Mas, e aí, estaria completo?
E se eu fosse?
De mala e cuia, de vez?
Se você descobrisse que eu descobri o amor próprio,
e dele, vou viver?
É, você não sabe lidar bem com a solidão, 
é por isso que me procura todas as vezes…
Mas você não esperava por uma mulher segura,
você não esperava que eu fosse… 
Não, não é uma ameça,
é uma despedida na verdade.
Por que eu estou indo!
Existe um mundo inteiro, 
uma felicidade inteira, 
uma vida inteira pra viver… 
É, 
adeus.
Não posso perder tempo com alguém pela metade…
-Joicy K. Costa (Joy)
                                                                      
               
28 • fev • 2015
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Postado por:

Joicy Kelly

Vamos falar sobre: Leminski!

“Amor, então,
também, acaba?

 

Não, que eu saiba.

 

O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.”
 Paulo Leminski Filho, nasceu em Curitiba em 1944, mestiço de polonês com mãe negra, sempre chamou atenção, desde pequeno por ser um gênio intelectual, e apaixonado por cultura. Aos doze anos ingressa no Mosteiro São Bento, onde aprende teologia, latim, filosofia e literatura clássica, o que o torna mais fascinado pela escrita, Em 1963 abandona a vocação religiosa e parte á Belo Horizonte, para participar da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, onde ele conhece grandes nomes como Agusto de Campos, Décio Pignatari, e Haroldo de Campos, criadores do movimento poesia concreta. Nos anos seguinte torna se professer de história e redação em cursos pré vestibulares e publica seus primeiros poemas na revista “A invenção”. Em 1968 casou se com a também poetiza Alice Ruiz, com quem teve três filhos.
 Leminski dedicou se a vários trabalhos, mas o que mais se destacou foi como letrista e músico. Verdura, por exemplo, escrita em 1981 foi gravada por Caetano Veloso , sua influência no MPB foi tão clara que o próprio poeta podia reconhecer isso. Ele teve poemas e textos publicados em muitas revistas, além de um romance ousado: “Catatau”.
 Leminski herdou um pouco da estética concretista, o humor estava presente na grande maioria das suas obras poéticas, assim com a influência melódica das canções pupulares, recursos visuais, além de fazer versos a partir de  trocadilhos e provérbios, era um apaixonado pela cultura japonesa, portanto suas poesias e sua vida tinha grande influencia oriental, tanto que, ele era faixa preta em judô.
                                                              
Gírias e palavrões eram frequentes em suas escritas, além da falta de pontuação, especialmente  no fim e muitas vezes o começo era em letra minuscula, as palavras eram dispostas geometricamente, o neologismo e o emprego de  muitas palavras-valise  geravam um segundo sentido e significado nas frases.
 Pouco antes de morrer, ele escreveu uma carta para Regis Bonvicino, na qual ele dizia “não quero acabar como Fernando Pessoa, com hepatite etílica aos 44 anos”, ironicamente, Paulo Leminski morreu em 07 de Junho de 1989, vítima de hepatite etílica, aos 44 anos.
 Eu, particularmente, sempre vejo as poesias de Paulo Leminski em melodia, daquelas que lemos cantada, que possuem um ritmo, traduzo como uma forma serena de recolocar as palavras, que nos deixa com a sensação de estarmos viajando tranquilamente num barco, porém, se for mais a fundo, nota se que o rio é inconstante, tortuoso, raso e profundo.
 Dente todas, finalizo com uma de minhas poesias favoritas desse grande nome da literatura brasileira:
Bem no fundo 
No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso,
maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos
saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.
Mega beijo meus amores, até a próxima!
27 • fev • 2015
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Postado por:

Joicy Kelly

Confusão e poesia!

Boom dia amorxs!!
 Sabe aquele dia que você acorda na linha de Bukowski, e vai pra Leminski, depois Caetaneia, e vai pra Machado de Assis? Depois de dar um corrida nas poesias clichês da vida, você volta numa linha mais séria, e por fim você está ouvindo Cícero, sonhando com Quintana e escrevendo tudo que sugou do dia? É, não faz sentido pra mim também, eu não me faço sentido, só sei que faço poema, e poetizo as cores das dores, e amores… Me inspiro em tudo e ao mesmo tempo em nada, no fim, sai isso:


De mim, você! 

Da metade de mim, que me desconhece;
      -me surpreendo! 
Da metade dos meus versos;
     -meu eu lírico se desfez…
Dos caminhos que segui, me lembro de cada pedra,
    -com orgulho! 
Dos amores guardei apenas as flores…
Das dores de ontem, meu amanhã se encarrega…
     -e não nega, nem se apega! 
De tudo, guardo apenas uma parte… 
De você, guardo apenas um mundo! 
-Joy

Acho bem razoável pra uma sexta de manhã! Inclusive…. SEXTA!!!


                                                                         
02 • jan • 2015
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Joicy Kelly

Que comece outro ano!

Olá amores!! Vocês estão preparados pra 2015? Já fizeram suas simpatias e escreveram suas metas? Bom, antes de tudo isso, talvez você precise apenas lembrar que para ter um ano novo de verdade, você precisa ser novo, suas atitudes precisam ser novas, sua mente precisa expandir, e você deve ir atrás dos seus objetivos com a mesma intensidade que você sonha… Escrever metas pra guardar na gaveta não vai tornar seu ano um ano novo, porque vai ser igual todos os outros, mas se levantar pra realizar sim…
 Temos um caderno com 365 páginas em branco, pra escrevermos todos os dias, e cabe a nós decidirmos o que colocaremos lá, se vamos preencher com coisas realmente válidas, ou se vamos deixar páginas em brancos, rascunhos inacabados, folhas rasuradas… Cabe a nós deixar ele enfeitado, colorido, com muitas histórias lindas e intensas ou não… A vida, meu caro, nos da a oportunidade de fazer algo novo a cada dia, não temos o direito de negar isso á nós mesmos, por isso, remende as carreiras do seu destino, e faça do jeito que te convém! Faça do novo, algo realmente novo, faça aprendizado do velho mas mantenha seu foco no que estar por vim, porém sem nunca deixar de lembrar do presente, temos um hoje inteiro pra sermos, não deixe pra ser amanhã, pois o amanhã pode nunca chegar! 
Bom, deixo pra vocês uma poesia do grande Carlos Drummond pra vocês refletirem e começaram um ano novo lindo e cheio de poesia… 

RECEITA DE ANO NOVO
Para você ganhar belíssimo Ano Novo 
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, 
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido 
(mal vivido talvez ou sem sentido) 
para você ganhar um ano 
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, 
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; 
novo 
até no coração das coisas menos percebidas 
(a começar pelo seu interior) 
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, 
mas com ele se come, se passeia, 
se ama, se compreende, se trabalha, 
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, 
não precisa expedir nem receber mensagens 
(planta recebe mensagens? 
passa telegramas?) 

Não precisa 
fazer lista de boas intenções 
para arquivá-las na gaveta. 
Não precisa chorar arrependido 
pelas besteiras consumadas 
nem parvamente acreditar 
que por decreto de esperança 
a partir de janeiro as coisas mudem 
e seja tudo claridade, recompensa, 
justiça entre os homens e as nações, 
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, 
direitos respeitados, começando 
pelo direito augusto de viver. 

Para ganhar um Ano Novo 
que mereça este nome, 
você, meu caro, tem de merecê-lo, 
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, 
mas tente, experimente, consciente. 
É dentro de você que o Ano Novo 
cochila e espera desde sempre.





Beijo na ponta do nariz, um grande e surpreendente 2015 pra todos!!!  -Joy

19 • dez • 2014
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Postado por:

Joicy Kelly

Se não fosse…

Oi amores, eu ando postando pouco porque estou trabalhando muito!! Mas hoje tirei um tempinho pra vocês e resolvi postar uma poesia que fiz essa semana, tá quentinha, tá fresquinha tá no papo!! Fala sobre as coisas ruins que acontecem para que as boas venham!! Espero que vocês gostem! 

“Se não fosse aquelas vezes que me decepcionei, 
 eu não teria aprendido a ser cautelosa… 
 Se não fosse as vezes que errei, 
 não teria aprendido a perdoar… 

 Se não fosse as dificuldades,
 eu não teria aprendido a dar valor nas pequenas coisas… 
 Se não fosse os tombos eu não teria me esforçado mais, 
 e estaria estacada ainda… 
 E se não fosse os bons amigos, 
 eu estaria engasgada com meus segredos… 
  
 Se não fosse aquela partida de futebol, 
 eu não teria aprendido a perder… 
 Se não tivesse feito tudo errado, não seria eu! 
 Se não fosse as aulas de vôlei nas quintas feira
 eu não teria descoberto quanto odeio… 

 Se não fosse todos aqueles rabiscos, 
 não teria aprendido o valor da minha arte… 
 Se não fosse esses olhos de céu, 
 Talvez não tivesse me apaixonado… <3
 Se não fosse tudo, eu não seria nada! 

-Joicy Kelly G. Costa

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11 • dez • 2014
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Postado por:

Joicy Kelly

Eu sorrio…

Esse meu sorriso, talvez não tenha um motivo,
não tenha um porquê…
Eu vivo de boa assim mesmo,
não se iluda comigo,
eu sempre estarei sorrindo, então
não me julgue mentindo pra você…
Eu prefiro conservar o bom humor em meio ao caos…
Sou mesmo despreocupada,
e desprovida de remorso…
Feliz sem motivo,
de bem com a vida, de bem comigo!
As pessoas tornam se chatas,
quando levam tudo muito a serio,
quando não percebem que essa vida, é uma grande piada!

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